terça-feira, 15 de maio de 2012

Uma questão de justiça

Não sou mãe, não sei se algum dia o serei e o instinto maternal ainda não passou por aqui.
Mas acho que nenhuma mãe devia passar pela morte de um filho.
Ontem vi a entrevista de Helena de Sacadura Cabral no Alta Definição. E apesar de não conhecer muita da sua história, cor politica, ideologias, etc. Percebi que era uma grande senhora, forte, um pouco “à frente” para a sua época, e uma pessoa com um grande amor pela vida.
A entrevista foi feita antes da morte do filho Miguel Portas, e por isso mesmo, ver aquilo que ela disse a respeito dos filhos, e principalmente desse que ela “já devolveu a quem o emprestou” (vi um titulo qualquer numa revista em que ela dizia mais ou menos isso) é arrepiante.
Uma mulher que me parece muito forte, e determinada, derrete-se ao falar dos seus filhos e de um amor enorme que sente por eles, e do quanto gostou de ser mãe, de estar grávida.
 Falou também sobre a cumplicidade, relação e amor que os filhos sentem pelos pais, que é uma coisa que nunca mais se repete com ninguém.
Gostei de a ouvir, e mais uma vez pensei no tão contranatura é um pai ver um filho partir antes dele…não devia acontecer, não devia ser possível inverter isso, da mesma forma que a lei da gravidade não muda, não se inverte…não é justo!



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