domingo, 26 de agosto de 2012
Ai estes corações moles
Quando o meu namorado era miúdo ia roubar melros pretos aos ninhos para os levar para casa, tratar deles e os pôr numa gaiola para eles cantarem. Nunca achei isso muito bonito, mas é uma daquelas histórias da nossa infância que afinal de contas não passam de histórias deliciosas que todos nós gostamos de recordar.
Mas nunca pensei que esta "sabedoria" dos melros nos servisse de alguma coisa. Pois...enganada!
Este aí em cima senhores é o novo membro da família. Estava a chegar ao pé do meu trabalho e lá estava ele no chão, sem conseguir voar claro, porque ainda é muito pequenino e sem saber muito bem como sair dali. Estava num sítio onde estacionam carros e se não morresse atropelado as formigas já o estavam a rodear para garantir que vivo não ficava. Fui trabalhar, mas fiquei a pensar no coitadinho. E pronto, lá pedi um caixote, e lá o consegui apanhar. Se por acaso avistaram alguém de rabo para o ar, com um caixote na mão a tentar apanhar um pássaro que ia fugindo aos saltinhos à frente dessa tonta, pois fiquem sabendo que era eu! Ainda para mais tenho sempre medo de levar alguma bicada, portanto foi uma autêntica tourada. Lá o levei para o trabalho, pus o caixote num sítio onde os "pius" não incomodassem ninguém e depois trouxe-o para casa. O namorado ainda se lembrava das técnicas todas de como alimentar os passarocos e ele está vivo e de boa saúde. Depois de ele crescer a ideia é deixá-lo ir à vidinha dele. Por enquanto está por aqui, com grande curiosidade dos gatos, que querem a todo o custo entrar no mesmo quarto que o inofensivo.
Ps- eu sei, ele tem um ar meio chateado, mas não, ele é um simpático
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