sexta-feira, 31 de agosto de 2012

automated teller machine



Estava ao pé do multibanco à espera que um senhor se acabasse de servir da máquina e estava a uma distância considerável, que se há coisa que me irrita são as pessoas que não respeitam o espaço das pessoas. E o senhor olhou para mim com um ar desconfiado...continuei na minha. Entretanto o senhor sai e eu chego-me para a máquina que cospe um talão que lhe pertencia.
- Senhor, tem aqui o seu talão - disse-lhe.
Ele agradecer muito, mas como percebeu que eu sou daquelas parvinhas que nunca diz, "sim, sim, não me interessa", achou que me apetecia saber a sua vida.
 - Ai, obrigada. Ainda bem que não era dinheiro.
(ou seja, eu devo ter cara de quem chama a atenção para talões esquecidos mas dinheirinho do bom mete-o logo no bolso).
Sorri
- Sabe - continuou ele - no outro dia na Califórnia deixei lá o cartão, mas as máquinas de lá quando não tiramos o cartão elas ficam com ele, para ninguém roubar.
(Pois, em Portugal também acontece isso meu caro, não é só nos "states" que as "machines" são inteligentes).
Voltei a sorrir
- O pior foi depois que tive que ir buscar o cartão lá ao banco, que fica muito longe da minha casa, é que sabe, aquilo lá é muito grande.
Só fui capaz de dizer
- Pois...
Eu devia ter percebido logo pela pinta das sapatilhas e meias brancas como o cal, o calçanzito e a bigodaça que tinhamos ali emigrante com a mania das grandezas...

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